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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Meu amor

Meu Amor,


Sinto tanto a tua falta. Olho em redor e não te vejo, não estás aqui do meu lado na cama, para te encostares a mim, e antes de irmos dormir, segredares ao meu ouvido que me amas. Este silêncio de ti mata-me. Agora, o único som que me faz lembrar de ti é o ruído da ponta da caneta a escrever nesta folha de papel. E é com estas palavras mudas que te escrevo agora que tento, de certa forma, sentir-me mais perto de ti. É como quando estava a falar contigo, e sem dar conta, tu adormecias. Agora é isso que faço. Falo contigo, apesar de saber que não me ouves, que não me vais responder. Mas ainda assim, falo. Alivia-me o peso da solidão e da ausência. Da tua ausência, que tanto me custa sentir. Amo-te. Amo-te tanto, que nenhuma carta será suficientemente grande, profunda ou realista para descrever isto que sinto aqui, bem no meu peito, na tua casa do nosso amor, o meu coração. Mesmo em pleno Verão, o Sol não me aquece como o teu abraço, não me ilumina como o teu sorriso. E mesmo que fosse Inverno, o frio e chuva que se pudesse fazer sentir, em nada se assemelha à tempestade em mim fruto da tua ausência. E assim ficou órfão o nosso amor, com a tua partida. Não sei se voltarás, não sei se algum dia voltarei a sentir o teu beijo nos meus lábios. Percorri todas as ruas, todas as avenidas, subidas e descidas, mas em vão. Em todas elas se fazia notar a tua ausência. Em nenhuma delas te encontrei, e em cada uma delas me fui perdendo. Sou uma sombra do que fui outrora, agora que aqui não estás, a meu lado, segurando a minha mão, dizendo-me para seguir em frente, porque estarias lá para e por mim. Não sei se algum dia chegarás a ler esta carta, não sei sequer se ela chegará até ti, mas precisei de escrever estas palavras para ti.

Despeço-me de ti, com um beijo de saudade e um até já, do sempre teu,
Amor

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